sexta-feira, 13 de junho de 2008

20 notas soltas e picadas sobre Porto Alegre

::: Nos bairros mais nobres, Porto Alegre é bem parecida com Curitiba: Montserrat feels like Bigorrilho, Três Figueiras e Barigüi devem ter sido separados no nascimento e a hypada Rua Padre Chagas poderia muito bem fazer esquina com a Alameda Dom Pedro.

::: Por outro lado, enquanto a capital do Paraná é toda limpinha, certinha e planejada, Porto Alegre é mais suja e tem um traçado dificílimo, quase ininteligível. As avenidas são quase tão tortas e confusas quanto as de Salvador. Depois de quatro dias, eu, que tenho um ótimo senso espacial, continuava absolutamente perdido, sem a menor idéia de qual direção tomar (ainda bem que as distâncias são pequenas e o táxi é barato).

::: Para compensar a comparação, os gaúchos são mil vezes mais receptivos, amigáveis e simpáticos do que os curitibanos, cuja frieza é reconhecida Brasil afora [é claro que há exceções, como a Dana, o Leo, o Raul, o Dani e o Pupo, os curitibanos mais fofos do mundo]. Gaúchos são muito educados, conversam com gosto se você der trela (ou seja, não são invasivos) e atendem muito bem. Ah, e em geral detestam qualquer tipo de comparação com Curitiba ou os curitibanos.

::: O clima ali é mais do que temperado: é temperamental. O verão gaúcho é muito mais quente do que o do Rio de Janeiro, quase não dá para sair na rua nos dias de sol. Já no inverno, não é raro ter geadas e até neve no interior. Eu, por exemplo, fui recebido por São Pedro com um temporal e ventos de até 100km/h, que tal?

::: Porto Alegre é banhada a oeste pelo Rio Guaíba. E é sobre ele que o sol se põe, no que é considerado um dos mais bonitos sunsets do Brasil. Há vários lugares de onde é possível admirar esse espetáculo: do calçadão que percorre a beira do rio, da Usina do Gasômetro, do terraço da Casa de Cultura Mário Quintana ou de uma das janelas da Fundação Iberê Camargo.

::: Aliás, a Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro) é um dos espaços culturais mais importantes da cidade. E a nova sede da Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000), com sua arquitetura arrojada, premiada na Bienal de Veneza, tem tudo para se tornar o novo símbolo de Porto Alegre, como um "Guggenheim gaúcho" - guardadas as proporções devidas, é claro. Por enquanto, só há obras do próprio Iberê, mas o acervo também deve receber trabalhos de outros artistas.

::: O bairro bacanudo da cidade é o Moinhos de Vento, que faz as vezes de Jardins local, com lojas multimarcas descoladas, bares e restaurantes, concentrados sobretudo nas ruas Padre Chagas e Fernando Gomes (que recebeu a alcunha de "Calçada da Fama", num arroubo de pretensão descarada, já que são apenas dois minúsculos quarteirões, com pouquíssimos estabelecimentos). Há ainda um parque bem-cuidado para as finas desfilarem (o Parque Moinhos de Vento, ou "Parcão"). Morar lá é para poucos: um apartamento de dois quartos bem modesto custa R$ 350 mil, mais do que um similar nos Jardins ou em Ipanema.

::: Por falar em Ipanema, não é que Porto Alegre também tem uma Praia de Ipanema? É sério, com direito a calçadão e tudo o mais. Fica no caminho para a Zona Sul, meio afastado do burburinho central. O visual não é lá essas coisas, vale dizer. E minhas fontes gaúchas me disseram que nem no verão a coisa ferve por lá.

::: E já que o assunto é fervo, Porto Alegre também tem sua versão da feira da Benedito Calixto: é o Brique da Redenção, que rola aos domingos, entre 9h e 18h, no Parque Farroupilha. As bees marcam presença e costumam chegar do meio da tarde em diante, depois de terem acordado tarde da balada de sábado.

::: Se o trânsito de São Paulo é infestado pelos motoboys, nas ruas de Porto Alegre quem dá o tom são as carroças. Sim, aqueles veículos de madeira toscos e improvisados, que carregam papelão e são puxados por carroceiros. Há milhares delas, disputando espaço com os carros e até ultrapassando umas às outras. Elas são até emplacadas pela Prefeitura, tamanho o reconhecimento de que gozam, vejam só.

::: Quem é de fora tem uma certa dificuldade em assimilar o papel que o chimarrão tem na vida dos gaúchos. É algo que está tão enraizado na cultura deles que eles nem se dão conta do absurdo que é estar sentado numa praia em Floripa, em pleno verão escaldante, tomando mate quente (OK, isso é absurdo para um paulista como eu). Como era de se esperar, em Porto as pessoas levam sua cuia pra cima e para baixo, como se fosse um iPod ou um bicho de estimação: no supermercado, na fila do banco, lá está o fiel companheiro. [Para saber mais, leia os 10 mandamentos do chimarrão aqui].

::: Porto Alegre tem uma gastronomia bem interessante. Alguns destaques são o Koh Pee Pee, considerado o melhor restaurante tailandês do Brasil, o Tutto Riso, que serve 24 tipos de risoto, o japa-contemporâneo Hashi, a churrascaria top Na Brasa, os bistrôs Sanduíche Voador e Le Bistrot, os pães especiais da Barbarella Bakery (uma delícia o sanduíche de iscas de filé, queijo gruyère e cebola caramelada) e a famosa torta de sorvete com calda quente da (adivinhe) Torta de Sorvete.

::: Mas a experiência gastronômica transcendental da minha viagem, aquela que mereceria um post de no mínimo seis parágrafos (que eu não vou escrever, fiquem tranqüilos) é a Usina de Massas, possivelmente a melhor casa de pasta que eu já conheci até hoje. As massas vêm à mesa em panelinhas de ferro, para uma ou duas pessoas. O gnocchi com molho de carne de panela cremoso é simplesmente *indescritível*, *inigualável*, *inesquecível* - fui obrigado a voltar lá e comê-lo mais uma vez antes de ir embora. Outra boa pedida é o fettucine ao molho quatro queijos com iscas de filé, muito saboroso e equilibrado (sem gosto de gorgonzola). Já estou com saudade.

::: Já quem quer ver e ser visto tem como destino certo o Press Café da Hilário Ribeiro, no coração do Moinhos de Vento. O lugar serve tanto para um café no meio da tarde quanto para aquele jantar-balada com os amigos, ou mesmo os primeiros drinks antes da noite. O ambiente é lindo e acaba funcionando como um "Spot de Porto Alegre", onde as finas vão dar pinta.

::: Eu já fui fofo com a cidade e agora vou mandar a real: as baladas são um pavor! O Ocidente, ponto de encontro das sextas, é tipo uma festa na laje dentro de uma construção inacabada (mas todo mundo vai lá; eu mesmo cheguei sozinho e encontrei três rodinhas amigas). O Cine Theatro Ypiranga (ou "CTI") é uma Danger retangular, ainda mais escura e com um povo bem varzeano (e é the place to be aos sábados, g-zuiz!). O Refugius (atenção para o nome cafona) parece uma mistura de Bubu com um daqueles bufês de festa do subúrbio. Do tradicional bar Venezianos eu não tenho coragem de falar mal, porque o staff foi muito fofo comigo e a comida é superboa, mas... é um sobrado escurinho com uma pistinha micro embaixo e quatro mesas apertadas em cima. E só. Amanhã será a inauguração de um tal Espaço Closed, com a DJ Ana Paula como convidada; tomara que ele consiga dar um up na cena. (Só falei das baladas gays, mas fui informado de que até o endereço eletrônico/under da cidade - o Neo - também é caído e freqüentado basicamente por emos).

::: Ri melhor quem ri por último: Porto Alegre tem uma noite medonha, mas os gaúchos podem ir à forra se jogando em Buenos Aires. E é justamente isso que fazem: afinal, para eles o passeio sai a módicos 200 reais. Convenhamos, a dobradinha Pacha + Caix coloca no chinelo qualquer clubinho de bate-cabelo cafona com queijinho central na pista. Outro destino de que eles são habitués é o Uruguai - não só Punta del Este, mas também outros balneários de que nunca ouvimos falar, onde eles vão passear desde moleques (enquanto a gente se contentava com o Guarujá).

::: Quando os gaúchos resolvem ser bonitos, eles arrasam. Isso vale para homens e mulheres. E falo aqui de beleza verdadeira, a de nascença, não aquelas transformações paliativas que se conseguem com academia, bronzeamento, escovas, tinturas, bombas. Infelizmente, porém, os gays bonitos vivem escondidos em suas tocas e não saem de jeito nenhum. O máximo que fazem é reunir meia dúzia em festinhas private reservadíssimas. Dar pinta por aí, só em Floripa, Buenos Aires, São Paulo ou no Rio. Nos clubes, a situação é tão desoladora que você reza para ninguém tirar a camisa. No CTI, as duas descamisadas que vi na pista mais pareciam o Dengue e o Praga do Xou da Xuxa.

::: O gauchês tem várias expressões curiosas ou engraçadas. "Telentrega" é a resposta local, genuinamente brazuca, ao afetado delivery do eixo Rio-SP. "Bicha fazida", ao contrário do que o nome sugere, não é aquela que faz, mas a que não faz, e fica só no carão a noite toda (mas na hora da xepa pega o primeiro bagulho que aparecer). Diante do trânsito carregado, os gaúchos exclamam: "bem capaz, está tudo trancado!". E não falam "se joga!", mas "te atira!". À mesa, enquanto nós perguntamos "está servido?" antes de comer ("quer provar da minha comida?"), eles falam isso depois de acabarem, com o sentido de "está satisfeito, posso retirar seu prato?". Mas o mais impagável foi ver uma senhora se dirigir ao padeiro do hipermercado Zaffari: "Me dá três cacetinhos!", para em seguida completar, convicta: "E bem morenos!".

::: Podem dizer que o roto está falando do rasgado, mas a falta de segurança é uma das maiores queixas dos porto-alegrenses. Pelo que meus amigos explicaram, a cidade não conseguiu oferecer oportunidades suficientes para o grande contingente de migrantes. Os gaúchos dirigem com vidros fechados e furam as "sinaleiras" vermelhas, como em São Paulo. A expressão mais comum dessa violência são os seqüestros-relâmpago, que andam bastante em voga por lá.

::: Em resumo: Porto Alegre não tem os predicados turísticos de um Rio de Janeiro, não segura sozinha um pacote de sete dias, mas tem atrações suficientes para preencher um bom fim-de-semana. A cidade é pequena; no Moinhos de Vento, por exemplo, é gostoso passear, mas há pouca coisa para se ver. Se você tiver amigos locais, melhor: eles te apresentam a outros gaúchos (com sorte, aqueles filés que não saem na noite), e vocês ainda podem pegar o carro e ir até Gramado, que está a apenas 133 km de distância.

Para terminar, deixo aqui meu agradecimento e meu carinho para os novos e velhos amigos gaúchos que tornaram minha estadia muito mais legal: Vanessa, Rodrigo 1, Rodrigo 2, Júlio, os vizinhos fofos da cobertura da frente, Nanda Pomba, Mau, José, Rodrigo 3, Dan, Valter e Marco. Vocês são a melhor razão que eu tenho para voltar!

27 comentários:

poor guy fashion victim disse...

Tinha penssado que seria bom ir a Porto Alegre da próxima vez que fosse ao Brasil. Tenho muita curiosidade para ver a Fundação Iberê Camargo, projecto do arquitecto Siza Vieira, mas acho que vou ficar-me por ver o edificio do Siza no papel e fugir rapido rapido da cidade.

Zito disse...

Hahahahahaha muito bom!! hahahaha adorei!!!! Embora eu não veja uma carroça faz mtooooooooo tempo, e nem sei aonde tu andou pra ver carroças na rua... medo de ti.

Mas adorei, eu já havia te alertado que a noite aqui não é lá essas coisas, por isso que mal saio, mas foi um grande prazer te encontrar e espero q volte outras vezes e com mais tempo no roteiro e não um roteiro de 48h q durou mais.

Bjão!!!

Dan

MARCUS disse...

QUANDO ESTIVE EM POA, VI MUITOS CARAS LINDOS DE DIA PELAS RUAS, NA REDENÇÃO, ETC... SIMPLESMENTE, ELES DESAPARECEM À NOITE. FIQUEI DECEPCIONADO. QUANDO FUI PRA IPANEMA, NUMA TARDE FRIA, VI UMAS PESSOAS BEM BACANAS.

Celso disse...

Eu (coração) Porto Alegre.

Clebs disse...

Seu relato fez POA parecer um mix de CWB-RIO-SPO. O que é bom, mas querendo um fervo melhor não ir ou ir direto para BUE.

Ah, sobre a minha viagem para SPO, foi tudo tão intenso, mas tão intenso que não conseguir ir no café, conheci pessoas ótimas (faltou você) e ganhei uma gripe paulixxxtinha que não me larga....

Resultado: a volta está marcada.

Beijão!

Too-Tsie disse...

Você disse tudo, quem vai pra PoA, tem que esquecer BUATCHI. Eu adorei e volto assim que puder, povo LINDO, receptivo, passeios baratos, taxi idem...e realmente, em segurança fica devendo um pouco, mas nós somos sambados então é normal.

E isso pq eu fiquei 2 semanas no centro, chegando a 40 graus quase todos os dias.

Saudades.

vc sabe ne?? ;) hahahaha disse...

Nossa,quando fui a POA nao tive tempo de ver tanta coisa, mas o q pude ver, concordo inteiramente conThigo... hahahhaha
Cada vez mais, fico impressionado de como vc escreve bem, ta loko!!!
Tambem ne?? conhecendo vc como conheco, nao poderia ser diferente...
Sinto saudade!!!
Thi adoro!

Patty Diphusa disse...

Boas as dicas. Quando voltar a PA lembrarei. Conheço tão pouco a cidade.


Bjs

Tony Goes disse...

Eu ia ficar tão puto se alguém se referisse a mim como Tony 3...

whateveeer disse...

Cara, próxima vez que vier pra POA não deixa de ir no Porão do Beco e no Cabaré do Beco. São os dois únicos lugares que prestam e que tem gente bonita. Dps duma certa hora os heteros ficam doidões e louquinhos por pegação "entre iguais" [/AguinaldoSilva].

tiozinho disse...

Guri,
Como ja havia lhe dito, foi uma pena não te acompanhar em mais programas.
Fiquei honrado em ler alguns trechos de nossas conversas no post.
E pode ter certeza, sempre será bem vindo,faça sol faça chuva, pelo menos da minha parte.

Bj enorme pra ti.
;)

Rodrigo Terceiro (bem melhor que Rodrigo 3, num é?)

Mans disse...

Gente, mas POA é Sul, benhe
E EU GOSTO DO SUL E MUITO

méffews disse...

ai..adoro suas dicas..
comprei o guia da parada qdo fui em sampa..
mas tava com uma virose..que nem aproveitei a cidade ;/
mas o li tdo hehe.

brigado pela estima de melhoras no blog.

to de volta a ativa.!
e já pensando em ir pra porto alegre hehe

bjão!

Andr� F. disse...

� INCR�VEL!!!! � um post sobre POA. Mas podendo lembrar PROBLEMAS e colocar o RIO NO MEIO � sempre bem-vindo!!!! TEM que ter o Rio como referencia... Eu acho que j� virou doen�a... (ah, entendi... no resto do pa�s n�o existe a chamada violencia!).

Diogo disse...

Fala valho, beleza?
Cara, legal saber que as nossas recomendações cumpriram bem o seu papel... ainda mais vindo de uma pessoa de bom gosto como tu.
Show mesmo!
E, de fato, a Usina é infalível!!!

Abraços,

Diogo

introspective disse...

André F, não entendi o comentário. Cadê a menção à violência do Rio, que não estou vendo? A única comparação que fiz em termos de segurança foi com SP. Vcs cariocas e sua eterna mania de perseguição... tsc tsc tsc.

Antonio disse...

Quando voltar a POA vou levar esse post comigo...
ai..ai..esse blog vicia!
bjo
:)

baiano disse...

Tenho que conhecer POA!
E, realmente, o fato de eles morarem tão perto de Buenos Aires... aia ia ai fazem deles uns privilegiados.

PRa mim, da bahia, imagina, uma viagem pra POA é praticamente o mesmo custo pra Buenos Aires. Não é a toa que conhece a Argentina, e não o sul do país neh?

Algo pra ser resolvido! hehehe

Boa semana, abração

baiano disse...

*que conheço

Marcio disse...

Fala rapaz,
Zapeando pelos meus posts anteriores encontrei um recado seu (com a correria recente ando em divida com a minha propria pagina). Obrigado pela mensagem sobre o Lucas, era um amigo querido.
Parabens pelos textos super bem redigidos e gostosos de ler. Sempre que posso passo por aqui e confiro as atualizacoes.
ABS!

Alexandre Lucas disse...

"os gaúchos são mil vezes mais receptivos"
Piada pronta? Hehehe. Adorei o post, mas não concordo com o comment acima de que morar "perto" (mais fácil voar de SP) de Buenos Aires seja coisa boa.

Valmir Junior disse...

Amo Porto Alegre, comecei a "carreira" por lá e, apesar do problemas, a capital gaúcha tem um charme ímpar. Morei 3 anos ali e gosto demais do lugar.
;-D

Zito disse...

Qta coisa boa o povo fala de Porto Alegre... hihihih

Quem estiver vindo pra cá, avise!

Anônimo disse...

Nossa que exagero quanto as carroças e eu acho que Curitiba tem um traçado dificílimo, quase ininteligível, assim como São Paulo. Quanto as festas, acho que vc foi até razoável demais, fora o venezzianos que peca pelo tamanho (não pode ampliar por se localizar em um patrimonio histórico) o resto não da pra entrar, detalhe se você não quiser sair defumado fedendo a cigarro o "Vene" não é o local mais adequado, as placas de probido fumar não são respeitadas nem pela dona do local (uma simpátia em pessoa e muito hospitaleira), essa hora bate uma saudade da área de fumantes do galeria café no Rio. O negócio é se limitar a reuniões de amigos, a cidade carece muito de festas e pelo visto não vai ser este espaço closed (mal localizado pra caramba) que vai suprir essa carência. O único lugar que se salva é o "beco" semi-gls, fora esse sair em Porto Alegre não é recomendável. Mas se vc tiver conhecidos a coisa muda, um bom vinho, musica e muitas risadas fazem parte das festas prive que rolam todo final de semana na casa de alguém!

Daniel disse...

O beco que o anonimo acima disse é um fim de mundo.. Metido a alternativo, caro demais...

Anônimo disse...

nossaaaaaaaaaaaaa!!!!!!
eu ja gostava do que voce escrevia , mas agora me apaixonei de vez...
voce mas uma vez me surpriendeu , moro em porto alegre e voce em apenas um fim de semana consegui em lindas e sabias palavras resumir o que é esta cidade.
otimo , se ja gostava de voce ,agora sou sdeu fã numero 1.

History_Maker disse...

Olá pesoas
Vcs falam isso de POA, porque não vieram para o interior. Eu sou de Pelotas (sim.. conhecida com a cidade dos gays) e posso dizer que a noite aqui é mais do que péssima, entre tanto, depois de POA é a mais forte no interior para o público GLS. Eu gosto muito de POA e vou sempre lá que posso. Sobre a proximidade com Bs. As. isso é algo muito bom. Posso chegar lá em 6 horas se for por Montevidél. Conheci o blog hj e jah tô super fan. Bjus